27/08 – Dia 5 – Roma – Firenze – Radicondoli – Sobre trens, multas, e sonhos.

4h30 da manhã… Já estávamos de pé com sarcófagos malas prontas! Infelizmente, a Bruna estava dormindo e, sem coragem de acordá-la devido a hora, fomos embora sem nos despedir pessoalmente. Deixamos um bilhete carinhoso pra ela e ficamos de telefonar depois. As 5h, o Luca já estava lá para nos levar à Termini.

Sou apaixonada pela luz do começo do dia! O céu estava lindo, com aquele azul peculiar e um tom de rosa belíssimo! Isso só aumentou a nossa saudade já presente dessa cidade tão linda… 


Arrivederci, Roma!
O Coliseu, pela última vez (nessa viagem! 😉


Chegando a Termini foi bem fácil achar a plataforma e o trem, que logo apareceu. Ele saiu na hora que estava marcada (6h45) e nós adoramos ele! Era um Frecciargento. Viajar de trem pela Europa faz a gente pensar muito em como é triste não termos uma malha ferroviária digna nesse país. Seria tão incrível poder viajar de trem pelo Brasil… Enfim, nos instalamos na nossa square (equipada com tomadas, oba!) e seguimos em direção à Firenze!



O caminho até Firenze é bem bonito e clássico: muitos campos verdes, muitos campos de girassóis (já bem queimadinhos nessa época do ano, coitados), muitas cidadadezinhas fofas e castelos em encostas. Acabamos tomando “café” no trem. Um croissant safado e um café latte bem mequetrefe (e mega caro, claro! Croissant + cafézinho = 6 euros)

 

Colazione “Safadone”


Chegamos à Firenze na estação Santa Maria Novella as 8h30, como planejado. A estação é uma graça! Guardamos nossas malas no guarda-volumes da estação. Lá, conhecemos um brasileiro super simpático que estava viajando sozinho, e saímos pra passear com ele.

Mck e nossas “malinhas”! =p 


Logo ao lado da estação, tem a Basílica de Santa Maria Novella (2,70 euros pra entrar). A arquitetura gótica dela é linda!! Ficamos impressionados com o seu interior em forma de cruz latina que é  dividido em três naves. Ela vai ficando menor em direção ao altar, o que dá a sensação de um comprimento maior do que o real. Tem lindas obras de arte lá como a Santíssima Trindade, de Masaccio.


Eu, que estava de short e blusa sem manga, rapidamente saquei da bolsa o “paninho da Bruna” (não sei se mencionei, mas ela me deu ele de presente! =), e consegui me cobrir toda e entrar na igreja sem problemas!

Saímos da Santa Maria Novella, nos despedimos de nosso amigo brasileiro, e fomos caminhando em direção ao Duomo. As ruas de Firenze são lindas! Uma delícia caminhar por lá! 



A primeira visão que se tem do Duomo é muito impressionante! Ele é realmente gigantesco! Impossível fazê-lo caber numa foto! Deviam ser umas 10h e a fila pra entrar já estava enorme. Como pretendemos voltar a Firenze, decidimos tomar café da manha e deixar o Duomo pra depois.

O Duomo visto de longe. 


Entramos numa lanchonete fofa e pedimos em italiano. A garçonete, brasileira, reconheceu nosso sotaque na hora, e abriu um largo sorriso! =)  Comemos pannini com mozarella e café latte! Delícia! Ficamos conversando com nossa conterrânea, Carolina, que contou um pouco da sua história pra nós. Quando estávamos de saída, ela disse que se quiséssemos subir no Duomo sem pagar, bastava procura-lá pois a prima dela trabalha lá e nos colocaria pra dentro! Rsrs Os brasileiros e seu “jeitinho”! Agradecemos e voltamos a caminhar, dessa vez em direção à Ponte Vecchio.


Não entramos em nenhum museu no caminho. Chegamos então à beira do famoso e lindo Rio Arno. A manhã estava linda e uma brisa fresca não deixava o calor ficar insuportável como em Roma.

A Ponte Vecchio e o Arno


Fomos até o Mercatto Nuovo, onde fica a estátua do Porcellino, e, seguindo a tradição, colocamos uma moeda em seu focinho para voltar a Firenze. (Haja moeda na Itália!) Dali, achamos melhor ir direto até a SIXT pra agitar o carro que havíamos alugado.

 Il Porcellino!



Eu já havia resolvido tudo por e-mail com a Elisa, uma amiga do Luca. Conseguimos uma boa cotação com ela. Retiramos o carro – um clio azul-marinho super fofo – ouvimos as recomendações da funcionária (Silvana) quanto a questão do centro histórico (onde apenas moradores podem transitar), e resolvemos deixar o carro na garagem da locadora para almoçar.
Comemos num restaurante pequeno na mesma rua. Eu pedi um fettucine com azeitonas pretas. Também pedi uma taça do delicioso vinho branco da casa.

Não basta viajar pra Europa… 

Após o almoço, passamos em um mercado ao lado e compramos algumas coisas pra levar pra cidade onde vamos ficar: Radicondoli. A sensação de pagar 5 euros numa garrafa de vinho chianti é indescritível! Rs 😉

Pegamos então o carro e paramos na estação pra pegar as malas. Se eu não me engano, pagamos em torno de 20 euros pelas horas em que as deixamos lá, mas valeu a pena!


Dentro do carro, pus o gps pra funcionar, e lá fomos nós “tentar” sair de firenze! Eu digo “tentar” porque o gps parecia doido, e nos mandava entrar em ruas em que claramente não era permitido transitar. Quando nos demos conta de que não daria pra confiar naquele gps que falava português de Portugal, ficamos bem tensos! A lenda das multas lá é sinistra! Até conseguirmos chegar a auto-estrada que liga Firenze a Siena passamos muito aperto e, com certeza, entramos onde não devíamos! (Ou seja, certamente fomos multados!)


Quando estávamos na auto-estada com as placas mais claras relaxamos um pouco. Havíamos pensado em fazer um caminho “por dentro”, mas considerando o ocorrido pra sair de Firenze, achamos melhor nao arriscar!


Foi assim que, por volta das 17h, chegamos à linda e mágica cidade de Radicondoli! Uma típica cidadezinha da Toscana, com seus prédios antigos de tijolos e pedra, e seus moradores na rua. Quando entramos em Radi, parecia que estávamos entrando em outro mundo! Um mundo onde definitivamente o  tempo parou de uma maneira positiva! Nos sentimos como duas crianças de tão felizes!

 

Achamos a rua onde fica o apartamento em que vamos nos hospedar, e conhecemos Charles, o americano que estaria lá ao mesmo tempo que nós. Ele foi super simpático e disse que estava morrendo de “inveja” porque nós estávamos lá em lua-de-mel, e ele a trabalho, sem sua noiva. Ok, Charles! Fala com a minha mão… 😉 O apartamento é incrível! Parece de revista de tão lindo! E a vista da janela do nosso quarto de perder o fôlego: as belas montanhas da Toscana com suas cidadezinhas nas encostas. Quando anoitece, as montanhas ficam apinhadas de pequenas luzes.

 Prédio fofo onde ficava o nosso apê.
 Vista do nosso quarto.
Vista do nosso quarto.


Saímos pra dar uma volta na “micro” cidade e ficamos encantados com os moradores. Todos muito simpáticos, gentis, e receptivos! Compramos pão, leite, frios, biscoitos, e frutas no mercadinho, e na volta pro apartamento passamos num belo restaurante que tem lá pra tomar gelato – o La Pérgola. Fizemos amizade com a dona e prometemos voltar pra jantar na bela varanda que dá pra uma encantadora encosta!

Deixamos as compras em “casa” e fomos atraídos pro outro lado (o mesmo da encosta do restaurante) onde há um mirante, e lá ficamos, admirando o inesquecível pôr-do-Sol!




A essa hora o vento já estava bem frio, e eu de casaco. Que diferença de Roma! rsrs


Quando o sol se pôs esfriou mais ainda, e nós voltamos pro apartamento. Ajeitamos nossas coisas, tomamos um maravilhoso banho de banheira, e acabamos cochilando de exaustão. Acordamos um pouco assustados e já eram umas 23h!! Não dava mais pra sair pra comer. Fizemos um lanche no apê mesmo com as coisas que havíamos comprado, e depois voltamos para dormir mais no nosso quarto di sogno! 




Buonnanotte!


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  • Tb adoro andar pelas ruas de Firenze!! Mas os museus são MARAVILHOSOS !!Radicondoli eu só conheci por placas da estrada. 🙂 🙂