28/08 – Dia 6 – Siena – Somewhere in Time na Toscana.

Acordamos bem cedo, tomamos nossa colazione, e pegamos o carro pra ir pra Siena. A estradinha de Radi até Siena é uma graça. Paisagens tipicamente Toscanas: muitos campos de girassóis, muitas colinas, muitas casas lindas e antigas, e muito verde. Ao longo da estrada, tem várias placas de travessia de animais (cervos e porco-espinhos, por ex), e aquelas placas de neve (o que pra gente é surreal, né?!)

 
Chegamos à Siena pela parte sul da cidade. Achamos um estacionamento gratuito e acabamos parando por lá mesmo. Pegamos um micro onibus em um ponto bem ao lado do estacionamento, e fomos em direção ao centro.


Chegar ao centro de Siena é outra sensação quase indescritível. A linda cidade é totalmente medieval e incrivelmente conservada. Parecia que, ao descer do ônibus  havíamos sido transportados pra outra época. Sem dar bola pro guia de viagem, começamos a passear pela rua onde descemos. Achamos muitas lojas fofas e com bons preços, e compramos cartões postais e selos.


 

Quando estávamos descendo a rua, começamos a ouvir, ao longe, tambores bem fortes. Ficamos encantados com aquele som e fomos andando ao encontro dele. Conforme andávamos, os tambores ficavam cada vez mais fortes e mais contagiantes. Eles nos levaram direto à Piazza del Campo, considerada uma das mais magnifícas praças medievais da Europa. Ela tem formato de leque (meia-lua, concha), e é lá que acontece o famoso Palio di Siena. Nela, encontramos o Palazzo Pubblico, com o famoso campanário, e a alta Torre del Mangia.

Você entra em um beco e, de repente, dá de cara com a Pizza del Campo! 
 
Quando chegamos à piazza, além da visão estonteante que ela proporciona, demos de cara com a exibição de uma das contradas vencedoras daquele ano, a Contrada della Selva. Vários integrantes da contrada, vestidos à caráter, jogavam suas bandeiras para o alto num perfeito balé, enquanto outros tocavam tambores. Emocionante, contagiante, e tantos outros adjetivos possíveis para descrever a sensação que tudo isso junto desperta na gente! Se nós, meros turistas, ficamos assim, imagina quem pertence à contrada?!

Depois que eles saíram, ficamos na piazza del campo admirando o belo cenário. O dia estava lindo, e muitas pessoas estavam sentadas ao longo da piazza comendo, lendo, conversando, ou simplesmente relaxando. Sentamos também e escrevemos nossa segunda leva de postais. Quando acabamos de escrever, já estávamos com fome, e nos sentamos em um dos restaurantes que rodeiam a piazza, numa mesa com vista privilegiada, o Al Mangia. Pedimos panninis (somos bem criativos, né?!), e vinho rosé (panino crudo – 6 euros / 1 taça de chianti – 5 euros)

Depois do almoço, continuamos a caminhar sem rumo pela cidade. Siena é uma cidadezinha muito charmosa, e é bem fácil se perder em seus encantos. Tomamos gelato (claro!), e saímos das ruas principais para explorar a cidade e tirar fotos. Ao caminhar pela cidade, a cada ladeira que você sobe (ou desce), você encontra uma surpresa: sejam os diferentes elementos que caracterizam cada contrada, seja uma visão diferente (e de perder o fôlego) da própria cidade. 

 

Depois de algum tempo, acabamos parando em frente ao Duomo di Siena (entrada – 3 euros). Ele pode não ser tão grande quanto o de Firenze, mas é igualmente impressionante! O exterior e o interior dele são feitos de mármore preto e branco, as cores simbólicas de Siena. O chão, todo decorado, é sem dúvida umas das coisas que mais chama a atenção! Os desenhos são magnifícos!


 
Saindo do Duomo, fomos direto ao Museo dell´Opera dell Duomo (entrada – 6 euros). O museu tem lindas obras, mas com certeza o ponto alto (literalmente) dele é a vista panorâmica da cidade. Imperdível e vale cada degrau da minúscula escada em espiral!

É lá de cima que se tem a vista panorâmica de Siena! Um deslumbre! 
A escada em espiral…

 

Tínhamos deixado uma mesa reservada no La Pérgola para jantar no horário do pôr-do-Sol, mas estava muito difícil sair de Siena… Descobri o telefone do ristorante na internet, liguei, e consegui desmarcar nossa reserva (achei que seria indelicado simplesmente não aparecer.) Ficamos mais um pouco em Siena, e a Contrada della Selva passou mais uma vez, dessa vez na rua de dentro, para uma “procissão”. Seus integrantes (homens, mulheres, crianças, e até uma “ala” inteira só de carrinhos de bebês) passaram alegres e orgulhosos cantando seu belo hino a plenos pulmões. 

 

A saída da cidade…
 
Depois da parada, pegamos o micro ônibus no mesmo lugar onde ele havia nos deixado, e voltamos pro estacionamento pra pegar o Clio. Voltamos pra Radi já anoitecendo, e chegando lá fomos direto ao La Pérgola jantar. 
 
Fomos atendidos por um garçom muito atencioso e simpático que, é claro, adora o Brasil e os brasileiros. Pedimos uma indicação de um bom vinho toscano pra provar, e ele indicou um delicioso Villa Donoratico – Bolgheri – 2008 – DOC (Denominazione di Origine Controllata), 20 euros a garrafa. Pedimos uma pizza individual cada um, e nos refastelamos com nossos pratos, o vinho, e a vista… todos inebriantes! (Detalhe importante: praticamente TODOS os restaurantes na Itália cobram o “coperto” [couvert], mesmo quando eles não o servem, então, não se assustem.) A refeição (duas pizzas individuais – 6,50 e 6,80 + garrafa de vinho – 20 euros + coperto – 4 euros  = 37,30 euros.



 

Um pouco ébrios, e bastante felizes, voltamos pra “casa” e desmaiamos. Fomos dormir com a certeza de termos vivido uma experiência que dificilmente esqueceremos ao longo de nossas vidas. Siena vale um dia inteiro de visita sem pestanejar!
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  • Dizem que é impossível explicar Siena, ela é incrivelmente medieval, mágica e misteriosa ! estou contando os dias para finalmente conhece-la, adorei ver nas suas fotos as plaquinhas de porcelana das contradas, se não me engano são 17 diferentes na cidade. E o Palio ? deve ser um espetáculo !! Essa corrida de cavalos que hoje em dia é feita no campo em frente à Prefeitura e os cavaleiros são jóqueis profissionais. Mas nem sempre foi assim .. Posso imaginar a emoção de vocês ao som dos tambores, estou lendo um livro bem legal que a maior parte dele se passa sem Siena (JULIETA) tem um trecho que diz que é a maior emoção da nossa vida, não se fala em outra coisa na cidade na época do Pálio, é o que chamam de dolce pazzia … doce loucura. Quem já sentiu nunca mais quer ir embora !!! 😉

  • Um dia é pouco para Siena. Essa cidadezinha foi nosso porto seguro na Toscana (que nem Radicondoli pra vcs) e tem muita coisa gostosa pra ver e viver. Aliás que coisa FOFA esse La Pergola de Radicondoli !!!Fiquei as gargalhadas com o microvídeo do Mck Marco !! :)HOJE (06/09) – foi o dia que chegamos em Paris e nos encontramos pra essa viagem maravilhosa…