29/08 – Dia 7 – Lucca e Pisa – Lá vai o trem!

aAcordamos bem cedo e fomos com o Clio até Siena dispostos a pegar um trem pra Lucca e Pisa. (Depois da experiência com o gps na vinda de Firenze, achamos melhor não nos arriscar numa estrada com quase 150 km de distância, como indicava o mapa.) Estacionamos o carro no mesmo parcheggio de ontem, e descolamos um ônibus pra estação (que fica distante do centro.)

O moço da bilheteria nos informou que teríamos que fazer as seguintes baldeações:

SIENA – EMPOLI
EMPOLI – VIAREGGIO
VIAREGGIO – LUCCA

 

 


Saímos de Siena no trem das 9:18, e chegamos a Lucca as 12:30.


Esses trens intermunicipais menores são bem parecidos com os nossos trens. Meio feiosos, não muito confortáveis, e com passageiros com cara de “dia a dia”.

O centro histórico de Lucca é bem perto da estação. Basta atravessar a rua que você já vê as famosas e enormes muralhas. Cruzamos a grama verdinha até chegarmos à entrada sul através da Porta San Pietro.

Porta San Pietro

 

Assim que você entra, fica encantado com as ruelas medievais que podem se tornar um verdadeiro labirinto. Então, é aconselhável estar com um mapa pra não se perder. Alugamos bicicletas logo na primeira loja que encontramos (há várias, e você paga uma média de 6 euros por hora de utilização.)
 
 
Saímos pedalando pelas ruelas que não estavam muito cheias. Era um lindo dia de Sol, e uma brisa deliciosa nos brindava pelo caminho. Pedalando pela città, você descobre vários mimos arquitetônicos super guardados pelos cinco quilômetros de muros de pedra (!!!!) construídos no século XVI pra proteger a cidade.
 
Demos de cara com a Igreja San Michele in Foro. Linda! Foi construída onde antes era um antigo fórum romano, e a sua fachada é feita em três fileiras de colunas trabalhadas com decoração pagã. Pertinho dali fica a casa de Puccini (que nasceu em Lucca.)
 
Igreja San Michele in Foro 
 
Seguindo um pouco mais, chegamos ao Anfiteatro Romano. Hoje ele é uma praça, mas já foi um verdadeiro anfiteatro onde feras e gladiadores se enfrentavam. O lugar é realmente lindo!
 
 
Depois de pedalar bastante “por baixo”, achamos a entrada para subir as muralhas. Elas se tornam uma “ciclovia gigante”, e você pode pedalar em cima delas aproveitando a sombra das árvores e a vista privilegiada da cidade!
 
 Viajumpers em Lucca!!!

Após essa pedalada “por cima”, descemos de novo e procuramos um lugar pra comer. Sentamos em uma lanchonete mesmo, na praça onde achamos um lindo Carrossel, e comemos sanduíches. Demos uma voltinha pra comprar alguns souvenirs, e compramos postais também, afinal, é a cidade que dá nome pro meu afilhado amado! =) 
 
 
Já eram umas 15h quando resolvemos deixar Lucca para ir à Pisa. Poderíamos ter voltado de trem mesmo, mas eu, que adoro uma novidade, perguntei logo pro garçom da lanchonete onde almoçamos se tinha como ir de ônibus. Eles disse que sim, e nos indicou um terminal de onde saem ônibus para os mais variados lugares da Toscana de hora em hora.

Pegamos então o ‘buzum’ (3 euros) em direção à Pisa. Estávamos mortos, e eu quis ser fofa e disse pro Mck dormir que eu acordaria ele quando chegássemos… Aham!!!! Claro que eu apaguei também! Acordei assustada perguntando ao motorista onde estávamos, e se já havíamos passado pela Torre. Ele disse que sim, mas que bastava voltarmos 1 km andando que a encontraríamos! kkkkkkk XD


Quando chegamos na frente da muralha atrás da qual estão a Torre di Pisa e a Catedral, ficamos impressionados com a grandiosidade e a beleza das duas! Aliás, a Torre nada mais é do que o campanário autônomo da catedral. Começamos então a maratona de fotos com a Torre que é estonteante! É muito impressionante vê-la de perto! A gente sempre pensa “não pode ser tão torta quanto nas fotos!”, mas é! Mck ficou encantadíssimo!

Quando pensamos em comprar o ingresso pra subir, eram mais ou menos 17h30, e como há um número restrito de visitantes por vez, só conseguiríamos subir lá pras 19h. Considerando que tínhamos um longo caminho de trem a percorrer, e que não nos informamos sobre até que horas fica aberto o parcheggio, achamos melhor não arriscar… Ou seja, não subimos. Fica pra próxima também!

Nos informamos ali perto mesmo e descobrimos um ônibus que levava até a Estação. Quando chegamos lá, pedi dois bilhetes pra Siena e, dessa vez, o bilheteiro não me informou sobre nenhuma baldeação. Pensei que talvez, de Pisa pra Siena, fosse diferente, e relaxamos… mas não era! Tínhamos que ter feito as mesmas baldeações da ida, e, como sempre cansados, apagamos no trem e acordamos com o alto-falante dizendo que estávamos chegando em FIRENZE!!!!! Pulei igual a uma louca do assento e, quando o trem fez a parada, desci pra tentar me informar, mas nessas horas é sempre complicado. Por impulso, achei melhor não prosseguirmos e investigar se naquela estação mesmo conseguiríamos pegar o trem de volta pra Siena. Quando chegamos na bilheteria ela parecia estar fechada (!!!)! Eram quase 21h30. Ficamos desesperados e eu comecei a chamar pra ver se aparecia alguém. Felizmente apareceu um funcionário que disse que tinha um último trem pra Siena (UFA!) Pegamos os bilhetes e fomos pra plataforma correspondente.

Dentro do trem, já em direção à Siena, nossa preocupação era com o carro e o parcheggio. Preocupação número 1: como chegaríamos ao tal estacionamento (já que, provavelmente, não haveria mais ônibus a essa hora, e teríamos que explicar a um taxista em italiano onde estava o nosso carro sem nem saber o nome do lugar!!!! (Sim, nesse dia eu fui bem idiota, e não anotei as coisas mais básicas!) Preocupação número 2: ao chegar no estacionamento, estaria ele aberto???? Ou ficaríamos presos em Siena sem poder voltar à Radi??

Quando chegamos em Siena, pegamos um ônibus (que demorou a passar) em direção ao Centro Histórico pra de lá pegar um táxi. (Não sei por que fizemos isso, mas foi assim que aconteceu.) Já eram mais ou menos umas 22h30 e estávamos mortos de fome, mas mais preocupados do que famintos. Pegamos então um táxi e tentamos explicar a ele onde nosso carro estava. Depois de uma tentativa frustrada, ele finalmente entendeu (ô, sorte!) e nos levou ao nosso Clio. Graças a Deus, o parcheggio, além de gratuito, era 24 horas!!! Viva!!!

Voltamos então pra Radi felizes, mas famintos, e corremos pro La Pérgola! Infelizmente, já eram quase 23h30, e a cozinha já estava fechada! (Fué!) Só deu tempo mesmo de sermos recebidos na porta do ristorante por um italiano bem saidinho que falava alto: “Brasiliani! Brasiliani!” apontando pra nós. Veio cheio de amor pra dar e perguntou se não queríamos sentar pra beber com ele. Em outro momento eu até sentaria porque adoro conhecer gente nova, mas estávamos com muita fome e desconfiados com essa recepção tão calorosa! rsrs Agradecemos delicadamente o convite e voltamos logo pro apê, pra lanchar lá mesmo.

Ir à Lucca e Pisa foi incrível, mas eu deveria ter seguido o conselho da minha amiga Italiana e ficado pelos arredores mesmo. Por mais lindos que sejam esses lugares, gastamos um bom tempo do nosso penúltimo dia na Toscana em trânsito, mas tudo bem…Vivendo e aprendendo.

Buonnanote a tutti! Domani é nostro último dia na Toscana…

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