31/08/11 – Dia 9 – Radi-Firenze-Veneza – Sobre leões e canais.

Acordamos mega cedo pra sair de Radi e chegar em Firenze. Tínhamos que passar na SIXT pra devolver o carro e pegar o trem das 10h30.

Nos despedimos da linda cidade que tão bem nos acolheu, e pegamos a estrada – dessa vez bem mais tranquilos – em direção à Firenze. Chegamos relativamente rápido lá, abastecemos o carro, e o entregamos. (Depois, por e-mail, ao reclamar com a Elisa sobre o GPS desatualizado, ela não cobrou a tarifa dele. Isso foi ótimo porque meses depois a multa – que já estávamos esperando – chegou no cartão do Mck. Ou seja, tem que tomar muuuito cuidado ao se transitar nessas cidades!) Nos aventuramos com nossas malas sarcófagos por ruas não muito “luggage friendly”, mas chegamos ilesos à estação Santa Maria Novella.

Embarcamos em mais um maravilhoso trem Frecciargento, e, logo no começo da viagem, enquanto o Mck editava as fotos no Ipad, fizemos amizade com nossas companheiras de “square”, Nannie e Marina, duas sul-africanas muito simpáticas que estavam viajando com as amigas pela Europa.


Chegamos à Santa Lucia as 12h30, e assim que você coloca o pé pra fora da estação já dá de cara com o Grande Canal. É uma coisa de louco! Só vivendo pra entender. Chega a ser surreal! Fomos então comprar os bilhetes de vaporetto pra ir pro hotel.

O que você vê assim que sai da estação de trem.
Fila pra comprar bilhete de vaporetto, em frente à estação.

“Navegar” por Veneza não é nada barato. Um bilhete de 60 minutos permite que você use o vaporetto nos 60 minutos seguintes à compra, saltando nesse meio tempo, se quiser, em direção a qualquer destino. Os bilhetes podem ser comprados em qualquer guiché da empresa ou máquina nas estações. Determinadas estações não têm guichés nem máquinas pra comprar o bilhete, então eles aconselham que você procure o “marinaio” (marinheiro/cobrador) assim que embarcar e adquira o seu (podendo ser multado em 50 euros se for pego sem um bilhete válido/ convalidado.) Na prática, em todas as vezes que utilizamos o vaporetto, não vimos ninguém ser fiscalizado, mas acho dispensável se arriscar. Você também pode adquirir bilhetes turísticos: um bilhete de 12h obedece às mesmas circunstâncias do anterior, modificando-se apenas o tempo de utilização do bilhete. Ele custa 13€. Os bilhetes seguintes são de 15€ (para 24h de utilização), 20€ (36h), 25€ (48h de utilização) e 30€ (72h).

Seguimos então nosso “mapa do tesouro” para encontrar o hotel. Dei alguns furos orientando o Mck (que estava carregando as malas sozinho), e passamos um pequeno perrengue até nos acharmos. Chegamos ao hotel por volta das 13h, deixamos as malas na recepção, e saímos pra almoçar (o check-in é só as 14h). Escolhemos o Cà Fortuny, um hotel super fofo a 5 min a pé da Ponte Rialto e da Piazza San Marco. Fizemos as reservas pelo booking.com e deu super certo! Não é um hotel barato, mas ganhamos a estadia de presente da Flá e do Dô (irmã e cunhado), então era só relaxar e aproveitar! 😉

Bar em frente ao hotel com um nome bem sugestivo… rsrs

Escolhemos um restaurante ali perto chamado Al Vaporetto, e caímos no golpe do “menu turista”. Affe!!! Fujam desse tipo de anúncio, peloamor! Pagamos 15 cada um por um prato de massa mal feito com ragú bem mequetrefe! Ok. Comendo e aprendendo

Voltamos pro Cà e fizemos o check-in. O funcionário da recepção, Raul, foi mega atencioso e gentil. O nosso quarto era incrível!!!!! Lindo demais! E quando chegamos, uma garrafa de prosecco nos esperava… Era a surpresa romântica que eu tinha deixado preparada pelo nosso aniversário de 4 anos! Eles aceitam esse tipo de pedido especial por e-mail, e deixaram ao lado um bilhete com o texto que eu havia mandado.

Área do café da manhã.

Tomamos banho e descemos pra bater perna. Fomos direto pra Piazza San Marco. Ela é espetacular! Os edifíicos da Basílica de São Marcos, o Palácio Ducal de Veneza e o Campanário da Basílica, dominam a paisagem, assim como os centos mil turistas e os pombos (quase tão numerosos quanto os turistas.) A Torre do Relógio, construída no final do século 15, exibe as fases da lua e os signos do zodíaco, representados em azul e dourado no grande relógio. Uma lenda conta que depois que os inventores do relógio terminaram a obra tiveram seus olhos arrancados para que não pudessem repetir tal projeto.

Basílica de San Marco
Campanário da Basílica de San Marco
Torre do Relógio
Palácio Ducal


Tiramos fotos, passeamos, curtimos um pouco o “dolce far niente”, e fomos adiante, ao longo do mar, caminhando… O final de tarde estava lindo, e o céu de um rosa sublime! Eu não imaginava que se caminhava tanto em Veneza. A ideia que eu tinha era de que se andava mais de barco, mas eu estava muito enganada. Dá pra andar, e muito, pela cidade e seus infinitos e poéticos becos e pontes cruzando os canais. (Aliás, sempre ouvi que o cheiro em Veneza era ruim por causa dos canais, então não sei se demos sorte pela época do ano em que fomos, mas não tem nada demais no cheiro da cidade.) Andamos até chegar a um lugar onde não dava mais pra seguir, e então resolvemos voltar pro Hotel nos aventurando pelos becos, em vez de pegar o mesmo caminho. A quantidade de pessoas perdidas pelos cantos consultando o mapa da cidade é imensa! Acaba que “se perder em Veneza” faz parte do pacote.

A Ponte dos Suspiros – fechada para reforma.


Em meio aos becos, já mortos de fome, escolhemos um dos restaurantes que encontramos pelo caminho pra sentar e comer. Fomos ao Agli Artisti – simpático, comida saborsa, mas não muito barato. Pedimos duas taças de vinho rosé (5 cada), pizza diavola (com muita pimenta) pro Mck (8,50), e um filé de branzino com legumes pra mim (28). É, meus amigos, eu caí no conto do “peso”. O que acontece é que eles colocam um preço no menu relativo a 100 g da carne/peixe que você escolher, e se você não se tocar (como aconteceu comigo), acaba pagando um preço beeeem salgado. Pelo menos estava gostoso! 😉

Ristorante Agli Artisti


Antes de voltar pro Hotel, caminhamos até a Ponte Rialto, um dos mais belos lugares da cidade (e mais cheios, claro!) A ponte, à noite, é ainda mais linda. Ficar simplesmente apoiado em suas muradas vendo os barcos passarem e as pessoas sentadas nos restaurantes que a circundam, já é maravilhoso!

Ponte Rialto


Voltamos então pro Hotel exaaaaustos, e tomamos um delicioso banho de jacuzzi! (!!!) Amanhã vamos explorar o resto da cidade. Buonnanotte com cheirinho de maresia.

Nino e Amélie prontos pra tomar banho! 😉

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  • As dicas que vocês dão para "turistas" são ótimas, com certeza tem muito disso por aí e é bom se ligar ! Fiquei impressionada com a lenda do relógio, nao sabia !! UNICO ! :*