Dia 17- La “Velousette”

Paris, sexta-feira, 12 de julho de 2013.

Dia de acordar cedo, rever os últimos detalhes, organizar o material, e ir antes pro curso! Estou chegando cada vez mais rápido de bike (conhecendo bem o caminho + melhora de preparo físico).

A aula começou com a minha exposição. Claro que ser atriz ajuda nessas horas, mas quem é ator sabe que mesmo tendo experiência de palco, toda primeira vez é uma primeira vez; o que pode ser sentido no coração que bate mais forte, no leve tremor nas mãos, e na temperatura corporal que sobe.

Decidi falar sobre dublagem porque, além de ser uma coisa que faz parte da minha vida, achei que poderia ser bem interessante pra pessoas de culturas tao diferentes… E achei certo! Foi um sucesso! =)

Primeiro eu tracei um panorama geral, depois falei da minha experiência, e mostrei trechos de algumas coisas que eu dublei. As pessoas ficaram fascinadas! As exposições levam mais ou menos uns 20 min, a minha demorou quase 1 hora porque todos queriam perguntar alguma coisa. Foi uma experiência gratificante; me senti realizada!

Depois do almoço voltei correndo pra casa pra acabar de gravar algo que eu precisava enviar. Tínhamos marcado de nos encontrar as 17h no Instituto do Mundo Árabe, mas descobrimos que fecha as 17:30. Pequena mudança de planos; remarcamos as 18h no Louvre. Hoje seria o dia em que o horario noturno é gratuito pra estudantes… #SQNEBA (so que não é bem assim).

Peguei uma bike e segui pelo boulevard de l’hôpital ate a Rue de Rivoli. É impressionante como apesar de não ser uma “Amsterdam”, Paris é uma cidade bike friendly. Dá pra perceber que eles (motoristas de carros, onibus, e taxis) não curtem as bikes, mas pelo menos respeitam, e isso ja é muito!

No Louvre eu encontrei Giu, Deniz, Tarik, Heather, e Ariana. Quando chegamos na entrada, eu fui a primeira a mostrar minha carteira de estudante:

– Desculpe, moça, mas é gratuito apenas para estudantes menores de 26 anos…

Aaaaaah!!!! Ok… Paciência! Eu estava sem dinheiro então fui pedir emprestado aos amigos. O porteiro percebeu isso, e viu que estávamos em grupo. Entao ele me chamou e disse:

– Você achava que era de graça e não trouxe dinheiro?
– Isso!
– (sorriso) Pode entrar!

Não preciso nem dizer que ganhei meu dia, né?! Não pela questão da grana, mas pela sensibilidade desse homem. Não dá mesmo pra generalizar e dizer que todos os parisienses são mal-humorados e indelicados. Seria a mesma coisa que dizer que todo carioca é malandro e vive na praia, e que todo paulista só trabalha o tempo todo… (Mas que tem muito mais parisiense estressado do que gentil é verdade!)

Resolvemos passear apenas pela grande Galeria. É sempre mágico visitar o Louvre e suas obras magníficas, mas confesso que meu “xodó” é a localização do museu, as instalações, e os detalhes, como o piso. Passear pelo Louvre e avistar através das janelas a pirâmide e as inúmeras pessoas que estão sempre ao seu redor é encantador!

Saímos de lá as 20h e cada um iria passar em casa pra tomar banho antes de nos encontrarmos “Chez Meissa” para uma soirée. Fiquei sentada um tempo lá, sozinha, perto da pirâmide, observando a tarde e as pessoas. O céu pouco a pouco ficava mais rosa, e um vento frio começava a soprar.

Depois que você já pegou muito calor e muito frio em Paris, é uma delícia ter dias mais amenos. O Sol está lá deixando tudo mais bonito, mas sem que faça um calor insuportável.

É uma delicia andar as margens do Sena ao entardecer e parar em alguma ponte pra simplesmente olhar o Rio, os barcos, e as pessoas que vão e vem. Não consigo me cansar disso. Quando eu atravessei da rive droite pra rive gauche, o Sol ja estava completamente rosa, e aquele azul cobalto que eu amo começava a dominar a paisagem.

Pensei em ir pra casa de Velib, e ate cheguei a pegar una bike, mas ela não estava legal e eu demorei pra
Devolver e tentar pegar outra. Depois de um certo tempo que vc ja esta com a bike – 5 min talvez? A vc não consegue pegar outra logo depois. Acabou restando o metro…

Lá pras 23h fui pra casa da Meissa e fizemos uma deliciosa soiree entre amigos. Deniz e Tarik (turcos), e Akira (japonês) tiveram algumas aulinhas de samba e forró, e mandaram super bem!!

Me despedi de todos e peguei uma bike pra voltar pra casa… Hoje eu vou dormir direito!

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